PEDRO JUAN CABALLERO
Agência de Vigilância do Paraguai fecha 11 farmácias que lotam MS com emagrecedores clandestinos
CAMPO GRANDE NEWS HELIO DE FREITAS
Farmácias da fronteira que abastecem o mercado clandestino de emagrecedores foram alvos nesta quarta-feira (5) de uma operação da Dinavisa (Direção Nacional de Vigilância Sanitária), órgão paraguaio equivalente à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), do Brasil.
A ação interditou temporariamente 12 estabelecimentos localizados em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã e de onde vem a maioria das “canetas” emagrecedoras comercializadas em Mato Grosso do Sul sem qualquer controle sanitário.
De acordo com a imprensa da fronteira, é a primeira vez que uma operação dessa magnitude atinge estabelecimentos de venda de medicamentos na capital do Departamento de Amambay.
O trabalho para cumprir as normas sanitárias foi feito por agentes da Dinavisa vindos da capital Asunción. Segundo a agência paraguaia, os estabelecimentos interditados vendiam e anunciavam irregularmente produtos emagrecedores fabricados de forma clandestina, sem autorização do órgão regulador.
A Dinavisa informou que as principais irregularidades detectadas foram na publicidade e comercialização de produtos bastante conhecidos dos sul-mato-grossenses, como “Lipoless”, “T.G.” e “Tirzec”. Também foram encontrados produtos com venda proibida em território paraguaio por falta de registro sanitário, como a versão falsificada de Retatrutida, e alguns contrabandeados do Brasil, entre os quais sucos e o estimulante “Vital Honey”.
Há cerca de 1 mês, os fiscais da Dinavisa vistoriaram as farmácias e notificaram os estabelecimentos para que os produtos irregulares fossem recolhidos. Como a determinação não foi cumprida, os estabelecimentos foram fechados e vão responder a um processo administrativo. A reabertura só poderá ocorrer após adequações sanitárias.
Moradores da fronteira afirmam que nos últimos meses aumentou consideravelmente o número de farmácias instaladas em Pedro Juan Caballero. De olho nos lucros em decorrência da procura em larga escala pelos “emagrecedores milagrosos”, comerciantes locais investiram pesado no setor e até os gigantes centros de produtos importados passaram a vender os produtos.
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