Maior presídio do interior de MS passa por pente-fino para combater comunicação ilegal

DOURADOS INFORMA LUIZ GUILHERME


Policiais penais e outras equipes de segurança fazem pente-fino nesta quarta-feira (Foto: Divulgação/Agepen)

Policiais penais, equipes de inteligência, operações e tecnologia realizaram pente-fino na PED (Penitenciária Estadual de Dourados), nesta quarta-feira (23/9), para combater a comunicação ilícita e identificar vulnerabilidades dentro da unidade.

A ação desta manhã é mais uma etapa da operação Mute, coordenada pela Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) em diferentes estados brasileiros para enfrentar o uso irregular de meios de comunicação dentro dos presídios.

No maior presídio do interior de Mato Grosso do Sul, participam os policiais penais da própria unidade, equipes do Cope (Comando de Operações Penitenciárias) e da GISP (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário), sob coordenação da Diretoria-Geral da Polícia Penal e da Diretoria de Operações da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), além da Força Penal Nacional.

Durante as ações, são utilizados equipamentos como georradares e kits de varredura que conseguem identifica materiais proibidos e possíveis pontos de vulnerabilidade nas estruturas das unidades prisionais.

Desde o início de 2026, considerando a operação desta quarta-feira, a Polícia Penal de Mato Grosso do Sul chega a 69 grandes operações de revista e fiscalização em presídios. Este dado, no entanto, não inclui as inspeções realizadas rotineiramente pelas equipes.

Outra frente de combate à comunicação clandestina é a operação Modo Avião, que utilizou equipamentos para detectar sinais de telefonia móvel nas unidades prisionais do estado, e foi realizada entre os dias 8 e 18 de setembro.

Segundo o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, os equipamentos usados nessas ações não substituem a atuação dos policiais penais, mas ajudam a direcionar as operações.

“Esse modelo combina monitoramento, análise de informações, planejamento operacional e presença dos policiais penais nas unidades, permitindo identificar possíveis vulnerabilidades e atuar de forma preventiva”, afirmou.

Sobre a operação Mute de hoje, Rodrigo ressalta que faz parte de uma estrutura permanente de fiscalização, inteligência e revista mantida nas unidades prisionais de MS.



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