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Governo nomeia médico para o lugar de coordenador da Regulação preso pelo Gaeco
INVESTIGA MS WENDELL REIS
O Diário Oficial do Governo do Estado, desta sexta-feira, traz a nomeação do novo coordenador de Regulação e Assistência da Saúde em Mato Grosso do Sul. Rodrigo Silva Quadros assumirá o lugar de Ed Carlo Burgatt, preso pelo Gaeco na Operação Gutermberg.
“A SECRETÁRIA DE ESTADO DE SAÚDE, no uso das suas atribuições legais previstas, com fulcro no inciso IV do art. 3° do Decreto n° 14.903, de 27 de dezembro de 2017, no Decreto n° 16.232, de 7 de julho de 2023 e na Resolução SES n° 142, de 27 de dezembro de 2023, Resolve: DESIGNAR o servidor Rodrigo Silva de Quadros, matrícula n. 93560024, ocupante do cargo de Direção Gerencial Superior Especial e Assessoramento, para responder como Coordenador da Coordenadoria de Regulação e Assistência – CRA, com validade a contar de 7 de julho de 2026”, diz a publicação.
Rodrigo é médico e está nomeado no governo desde março de 2025, onde recebia remuneração fixa de R$ 12,9 mil. Ele é servidor da Prefeitura de Campo Grande e está cedido para o Governo do Estado.
O novo coordenador é médico graduado pela Universidade Federal de mato Grosso do Sul. Foi chefe médico do Pronto Socorro da Santa Casa de Campo Grande.
Prisão do coordenador
Ed Carlo foi um dos 16 alvos de mandato de prisão na operação realizada nesta semana. A filha dele, Jéssyca Burgatt, também foi detida.
O Gaeco investiga a prática de crimes contra a Administração Pública em licitação, com corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros delitos correlatos.
A investigação aponta crime em Campo Grande/MS e com atuação em diversos municípios do Estado do Mato Grosso do Sul, com núcleos bem definidos, liderada por empresários que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso.
“Os investigados se valiam de servidores públicos corrompidos para fraudar e direcionar procedimentos de compras públicas, mediante contratação direta por inexigibilidade de licitação para a aquisição de livros paradidáticos. Verificou-se que os valores recebidos dos cofres públicos pela organização criminosa ultrapassam a quantia de R$ 27 milhões, a qual era pulverizada entre seus integrantes, servidores corrompidos e diversas pessoas físicas e jurídicas com o fim de ocultar e dissimular a sua origem ilícita”, diz nota do Gaeco.
Segundo a investigação, o esquema criminoso se valia da influência de servidores cooptados na área da saúde pública para condicionar a autorização de exames, cirurgias e até vagas de leitos em hospitais pela rede estadual à aquisição de livros vendidos pelo grupo.
“Importante destacar que a organização criminosa seguia operando até os dias atuais com contratos ativos em vários municípios”, reforça o Gaeco.
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