Dourados
Dentista de Dourados é alvo de operação do Gaeco e marido dela preso com espingarda e munições
CAMPO GRANDE NEWS HELIO DE FREITAS
Uma dentista de Dourados está entre os alvos da Operação Gutenberg, deflagrada nesta terça-feira (7) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.
Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa dela, na Rua Casimiro de Abreu, no Jardim Cristhais I, região oeste da cidade. Durante a ação, a equipe do Gaeco encontrou uma espingarda calibre 22 e 6 munições calibre 38.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), a arma e as munições estavam de posse do marido da dentista, um comerciante de 47 anos. Ele foi levado para a delegacia e autuado em flagrante por posse ilegal de arma.
A operação cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).
Entre os alvos estão o ex-prefeito de Fátima do Sul Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, conhecido como Junior Vasconcelos, atualmente chefe de gabinete do deputado Jamilson Name, que foi preso.
De acordo com o Ministério Público, a organização criminosa é acusada de crimes em licitação, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais. Liderado por empresários que atuavam como principais articuladores, o esquema funcionava em Campo Grande, mas com atuação em diversos municípios de Mato Grosso do Sul.
Servidores públicos eram corrompidos para fraudar e direcionar procedimentos de compras públicas, mediante contratação direta por inexigibilidade de licitação para a aquisição de livros paradidáticos. “Verificou-se que os valores recebidos dos cofres públicos pela organização criminosa ultrapassam a quantia de R$ 27 milhões, a qual era pulverizada entre seus integrantes, servidores e diversas pessoas físicas e jurídicas com o fim de ocultar e dissimular a sua origem ilícita”, diz o Gaeco.
O esquema também se valia da influência de servidores cooptados na área da saúde pública para condicionar a autorização de exames, cirurgias e até vagas de leitos em hospitais pela rede estadual à aquisição de livros vendidos pelo grupo. A organização criminosa seguia em atividade, com contratos ativos em vários municípios.
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