PL e União-PP terão briga direta pela terceira cadeira em Brasília

INVESTIGA MS WENDELL REIS


Chapas da morte podem eliminar até três deputados federais que tentam a reeleição em MS.

Aliados na coligação liderada por Eduardo Riedel (PP), o Partido Liberal (PL) e a Federação União-PP terão uma disputa direta para tentar eleger a difícil terceira cadeira na Câmara Federal na eleição deste ano. Nesta guerra, há risco de até três deputados não conseguirem a reeleição.

As siglas montaram chapas bastante competitivas, classificadas por muitos como “da morte” e ainda têm como agravante os adversários, que prometem colocar ainda mais dificuldade na conquista das vagas.

Nesta disputa acirrada, PL e União-PP terão uma briga grande para conseguirem o maior número de votos e, consequentemente, a terceira cadeira. Seguindo pesquisas e votos conquistados em outras eleições, a tendência é de que estes dois partidos elejam pelo menos duas cadeiras. O PT deve fazer a quinta e o Republicanos a sexta. Sobram duas cadeiras, que prometem disputa voto a voto.

Antes de se preocupar com os adversários (PT, Republicanos e PSDB), PL e União terão que fazer o dever de casa (maior número de votos), para que sejam o primeiro na briga pelas últimas cadeiras.

Havia expectativa de que o PL faria o maior número de votos, mas o impedimento de candidatos (Neno Razuk e Rafael Tavares) diminuiu as chances. Hoje, o partido tem como favoritos os deputados Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon, a deputada estadual Mara Caseiro e do ex-deputado Edson Giroto. Mara é aposta do grupo liderado por Reinaldo Azambuja e pode estragar os planos de reeleição de Pollon ou Rodolfo.

Nesta briga pela terceira cadeira, o PL tem como concorrente a federação União-PP, puxada pela ex-deputada Rose Modesto (União) e os três deputados federais que defendem o mandato: Dagoberto Nogueira (PP), Geraldo Resende (União) e Luiz Ovando (PP). A briga é grande porque o grupo já sabe que um ficará fora, podendo aumentar a crise caso o partido não vença o PL. Neste caso, é grande a possibilidade de dois deputados federais não conseguirem manter o mandato.

Os dois partidos têm como adversários diretos o PT, que pretende permanecer com as duas cadeiras conquistadas na última eleição. As principais apostas são a deputada federal Camila Jara (PT) e o vereador Marquinhos Trad (PV). Se o PT repetir as duas cadeiras, sobrará apenas uma.

Quem corre por fora nesta briga é o PSDB, favorecido com a mudança da legislação eleitoral. Agora, os partidos não precisam atingir 80% do quociente para ficarem com a sobra, o que ajudará os partidos considerados menores e sem grande expectativa de conquistar uma vaga.

Na eleição passada, o PT ficou com a última cadeira, com pouco mais de 100 mil votos. Nesta eleição, estes partidos menores têm como meta 130 mil votos para garantirem a última vaga.  



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