ELEIÇÕES
Convenções não encerraram guerra e concorrentes ainda investem em desistências na briga por vagas
INVESTIGA MS WENDELL REIS
Disputa por vagas para deputado federal será das mais intensas e adversários correm atrás de votos e de minar adversários.
As convenções estão terminando, mas a guerra nos bastidores só está apenas começando e vai além dos votos. Uma das maiores disputas é pelas vagas de deputados federais, que promete ser uma das mais acirradas que o Mato Grosso do Sul já passou.
A ida de Reinaldo Azambuja para o PL é Eduardo Riedel para o PP embaralhou tudo e dividiu lideranças e, ao mesmo tempo, o poder.
Três deputados federais do grupo (Beto Pereira , Dagoberto Nogueira, e Geraldo Resende) não acompanharam Reinaldo ou Riedel e se dividiram em dois partidos.
Beto foi para o Republicanos e tende a um caminho menos difícil. Já Dagoberto e Geraldo ficaram no PSDB até o minuto final e foram para a mesma federação, mas a vida não será tão fácil. Na federação ele concorrerá com outros nomes fortes e considerados favoritos. É o caso do deputado Luiz Ovando (PP) e da ex-deputada Rose Modesto (União).
O trio de deputados do PSDB não foi para o PL, mas também não impediu a disputa. Lá, a briga também tende a ser acirrada, com os atuais deputados, Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira, e nomes que surgem, como a deputada estadual Mara Caseiro.
Concorrência e PSDB no alvo
Os candidatos enfrentam uma briga interna, com as poucas vagas disponíveis, mas essa guerra continua ultrapassando os partidos e chegando nos aliados.
O PSDB, que foi a casa da maioria, continua sendo o maior alvo, porque tem grandes chances de fazer uma cadeira.
Com a mudança na legislação eleitoral, os partidos considerados menores, sem grande expectativa de votações expressivas, podem conquistar a última vaga nas sobras.
Na eleição passada, era necessário pelo menos 80% do quociente, que foi de aproximadamente 170 mil votos, para eleger um federal. Com a mudança, segundo a eleição passada, com pouco mais de 100 mil votos um partido menor elegeria uma cadeira.
Como a concorrência é grande internamente, os partidos estão sempre investindo na desistência dos candidatos de outras siglas, para justamente fazê-las não alcançar esse mínimo necessário.
A reportagem já noticiou que o PSDB era o alvo principal e continua sendo, mesmo após a convenção. Candidatos do grupo continuam sendo procurados para aderir campanha de outros concorrentes, da mesma coligação, para garantir vaga para outras chapas.
A meta do PL e União-PP é eleger três deputados, mas eles já sabem que terão um desafio grande, caso esses partidos menores consigam alcançar essa meta de uma cadeira.
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