Zeca diz que ocupação em Sidrolândia é organizada por indígena de direita para desgastar agenda de Lula em MS

INVESTIGA MS WENDELL REIS


O deputado estadual Zeca do PT atribuiu a “indígena de direita” a ocupação em Sidrolândia, onde indígenas reivindicaram, no fim de semana, o avanço do processo demarcatório paralisado desde o ano de 2013.

“Quem está por frente é um tal de Rodrigues, liderança da comunidade da Aldeia Buriti. Um indígena de direita, que apoia Odilon, de Aquidauana, Viviane e Reinaldo. Portanto, começamos a entender que pode estar por trás uma tentativa de desgaste relacionado à vinda do presidente Lula.  É um ato vinculado aos indígenas de partido de direita”, declarou o deputado.

O deputado afirma que lideranças do partido se reunirão, nesta segunda-feira, no período da tarde, em Sidrolândia, para tratar do assunto com lideranças indígenas vinculadas ao PT para esclarecer o assunto.

O PT vive a expectativa de uma nova agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Mato Grosso do Sul. Desta vez, para entrega de 1.390 títulos do  Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária  a assentados em Sidrolândia, Corumbá, Ponta Porã, Itaquiraí, Bataguassu e Rio Brilhante.

Sobre o caso em Sidrolândia, a Polícia Militar informou que as equipes atuaram nas fazendas Água Clara e São Sebastião, com objetivo de combater “invasão”. Aos policiais relataram que proprietários indicaram danos a maquinários, furtos, focos de incêndios e derrubada de árvores.

Nota da Famasul

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) divulgou uma nota repudiando o que classificou como “um ato criminoso” ocorrido em Sidrolândia. Confira a nota na íntegra:

A Famasul repudia com veemência o ato criminoso ocorrido na Fazenda São Sebastião, no município de Sidrolândia, neste sábado (13). A propriedade rural, adquirida de maneira legítima pelo proprietário, foi invadida e depredada por um grupo criminoso formado por indígenas.

Os invasores atearam fogo, roubaram maquinários, insumos agrícolas, cavalos e gados. A sede e toda a estrutura da propriedade rural foram queimadas, causando prejuízos incalculáveis e impedindo o legítimo exercício da atividade produtiva. Árvores foram derrubadas e transformadas em barricadas na tentativa de impedir que a polícia chegasse aos criminosos.

A fazenda é alvo de processo que se arrasta há anos na justiça e ainda está em fase demarcatória.

A Federação reforça que o direito de propriedade privada é previsto na Constituição e deve ser respeitado. Não podemos aceitar que produtores rurais continuem arcando com prejuízos materiais e psicológicos sem responsabilização dos criminosos e sem qualquer ressarcimento pelas perdas que são resultado da impunidade. É urgente a adoção de medidas firmes e efetivas que assegurem o cumprimento da lei e a segurança jurídica no campo.

É preciso que a Justiça e as autoridades competentes ajam com firmeza, investigando, identificando e responsabilizando os autores do ataque na fazenda São Sebastião. É inadmissível que qualquer pessoa, independentemente da etnia, atente contra a propriedade privada, contra a segurança jurídica e permaneça impune.

A Famasul continuará atuando de forma incansável pela paz no campo, pelo respeito ao Estado de Direito e pela segurança jurídica que garantem a produção, o desenvolvimento e a harmonia social em Mato Grosso do Sul”.



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