ELEIÇÕES
Corte de Pollon ou Contar terão fantasmas dos R$ 15 milhões e contrato com esposa
INVESTIGA MS WENDELL REIS
Além de terem o sonho de concorrer ao Senado encerrado, com rival (Reinado Azambuja) garantido, Marcos Pollon e Capitão Contar terão que conviver com cobranças de posicionamento de aliados que não engoliram episódios que antecederam a derrocada.
Contar foi o primeiro a “amansar”: como não estava filiado ao PL, nem comentou a ida de Reinaldo para o partido. Depois, se filiou ao PL com assinatura do presidente nacional, Valdemar da Costa Neto, sem a participação de Reinaldo Azambuja.
Pouco tempo depois, a agência de publicidade Diniz Ação em Marketing Ltda, de Iara Diniz, esposa de Contar, foi coroada com um contrato que garante repasses mensais de R$ 150 mil do Partido Liberal.
Se Contar já estava tranquilo neste momento, passou até a caminhar com Reinaldo Azambuja pelo interior do Estado, mesmo sabendo que seu publico rejeitava a aproximação com o antigo rival.
Caso Pollon
Marcos Pollon demorou um pouco mais para aceitar e fez críticas, segundo ele, ao PSDB, por conta da atuação pelo desarmamento. Ele chegou a ensaiar uma oposição, mas sem resultado concreto.
Pollon só recebeu notícia positiva após um escândalo proporcionado por Flávio Bolsonaro. O pré-candidato à presidência deixou escapar uma anotação que insinuava um pedido de R$ 15 milhões para que Pollon desistisse da candidatura.
Em coletiva, logo após o vazamento, Flávio disse que a anotação serviu para alertar Pollon de que pessoas estariam inventando essa história que ele pediu R$ 15 milhões para não ser candidato no Estado.
Pollon negou que tenha pedido dinheiro para desistir: “Eu não negocio. Nem a vida do Bolsonaro, nem a dos presos do 8 de janeiro, muitos deles do meu Estado, que conheci um a um nas penitenciárias espalhadas pelo país. Não negocio os 103.111 votos dos sul-mato-grossenses que confiaram e seguem confiando em mim. Também não negocio aquilo que me propus a fazer todos os dias. O propósito que Deus colocou no meu coração de lutar pelo meu país. Há sacrifícios que não são públicos. Coisas que eu seguro calado, na vida pública e na vida privada. Quem me conhece sabe de onde eu vim e os valores que carrego. Minha mãe me ensinou princípios que não se negociam. Minha mãe pariu um homem”, pontuou.
Na mesma semana, logo após esse episódio, Michele divulgou a famosa carta, direto da prisão, onde Bolsonaro afirmava que Pollon seria seu candidato ao Senado em Mato Grosso do Sul. Após esse recado, Pollon, que se anunciava como pré-candidato ao governo, passou a falar em candidatura ao Senado.
Entre verdades e supostas mentiras, nos próximos dias um saberá que está fora da disputa principal. Além disso, o cortado terá que conviver com a dor da eliminação e com fantasmas que rondam o processo de fritura.
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