Vereadores precisam de mais uma assinatura para abrir CPI da Saúde

INVESTIGA MS WENDELL REIS


Foto: Isaías Medeiros/Câmara

Vereador do PT ainda não acompanhou colegas de partido e pode ser decisivo para abertura.

Vereadores da Câmara de Campo Grande estão recolhendo assinaturas para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os problemas da saúde na Capital.

O requerimento tem, até o momento, a assinatura de sete vereadores, faltando apenas um para que a CPI saia do papel. 

Assinaram o requerimento para a abertura da CPI os vereadores: Maicon Nogueira (PP), Jean Ferreira (PT), Luiza Ribeiro (PT), Flávio Cabo Almi (PSDB), Marquinhos Trad (PV), André Salineiro (PL) e Fábio Rocha (União). 

O vereador Landmark (PT) não seguiu os colegas de partido, incluindo Jean, que é um dos autores do requerimento. Procurado pela reportagem, ele informou que sua assessoria jurídica está estudando alteração no requerimento de abertura. 

Dívida na Saúde 

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou procedimento para investigar um passivo milionário nas finanças da saúde pública de Campo Grande.

O procedimento foi aberto após denúncias de fornecedores que relataram dificuldade para receber pelo fornecimento de medicamentos e insumos.

Segundo a denúncia, há casos de fornecedores que não recebem há mais de 500 dias, o que pode comprometer o abastecimento das unidades de saúde.

Dados do Sistema Integrado de Planejamento, Finanças, Contabilidade e Controle (Sicont) mostram que entre janeiro de 2021 e fevereiro de 2026, os restos a pagar vinculados à saúde municipal chegou a R$ 285,8 milhões. Desse total, pouco mais de R$ 88,2 milhões foram quitados, restando um saldo aberto de aproximadamente R$ 197,6 milhões.

Segundo o levantamento, em 2026, são mais de R$ 5 milhões em débitos com empresas responsáveis pelo fornecimento de medicamentos e materiais hospitalares.

O Ministério Público solicitou a relação de fornecedores com pagamentos em atraso superiores a 30, 60 e 90 dias; contratos firmados, justificativas para os atrasos e previsão de quitação das dívidas.

A promotoria também investiga um crédito suplementar de R$ 27 milhões ao Fundo Municipal de Saúde, autorizada por decreto municipal em abril de 2026.



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