Em ano de campanha, ‘ninguém quer’ a comissão mais importante da Assembleia

INVESTIGA MS WENDELL REIS


Foto: Luciana Nassar/Assembleia

Deputados estaduais ainda não bateram o martelo sobre a formação dos blocos que definirão as comissões na Assembleia Legislativa.

A distribuição dos blocos será decisiva para a formação das comissões, (incluindo a mais importante, de Constituição, Justiça e Redação, por onde passam todos os projetos), o que tem adiado a concretização.

Com a janela partidária, as cadeiras foram redistribuídas e os deputados deverão reformular os blocos para terem direito a indicação. Pelo regimento, só partidos com quatro deputados têm direito a vaga em comissões. Nesta regra, apenas PL (sete), Republicanos (quatro), e União Progressista (quatro) teriam direito de indicar.

Para ampliar os espaços, os deputados se organizam em blocos e a maior dificuldade do momento é a formação da Comissão da CCJ.

Como tem poder de derrubar projetos, antes mesmo de irem para o plenário, a comissão é montada a dedos e sempre desperta interesse dos deputados. Todavia, por conta do ano eleitoral e todos de olho na reeleição , quase ninguém se interessa.

Nesta terça-feira, o deputado Júnior Mochi (MDB) disse que colocou a vaga dele à disposição, mas pode continuar pela falta de voluntários. O mesmo ocorreu com Rinaldo Modesto (Uniao), que assumiu recentemente uma cadeira, mesmo deixando claro que não era prioridade.

Os deputados ainda não definiram os blocos, mas a tendência é de que o PL (com sete deputados) forme um bloco com Mochi (já convidado), atingindo o número mínimo para formação (oito deputados).

Com a formação, Mochi continuaria na CCJ. Se o bloco ficar apenas com oito, o outro bloco que deve ser formado ficará com as outras quatro vagas: Rinaldo, Pedro Caravina (PSDB), Paulo Duarte (PSDB) e Pedrossian Neto (Republicanos).

Na última discussão sobre a CCJ, o PT chegou a reivindicar a vaga, mas como não tem quatro deputados, não conquistou o lugar. O mesmo acontece João Henrique (Novo), sem direito a indicação, porque o Novo tem apenas ele na Assembleia.



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