Justiça mantém prisão preventiva de suspeitos de duplo homicídio em Caarapó

FOLHA DE DOURADOS


O pedido de revogação da prisão preventiva de pai e filho acusados de envolvimento em um duplo homicídio ocorrido em Caarapó foi negado pela Justiça nesta quarta-feira (11). A informação foi confirmada pelo advogado de defesa dos suspeitos.

Os acusados são Antônio Marques da Silva e Antônio Lucas Bispo, conhecidos como “os Antônios”. Eles estão presos junto com um terceiro suspeito, Alex Santos, investigado pelo assassinato de Hugo Centurião Enciso, de 49 anos, e do advogado Cássio de Souza, de 40 anos. O crime ocorreu na madrugada de domingo (1º).

A defesa dos dois suspeitos, representada pelo advogado Rodrigo Elder Lopes Bueno, havia solicitado a revogação da prisão preventiva sob o argumento de que a custódia cautelar seria excessiva e que não haveria provas suficientes que comprovassem a autoria do crime por parte de pai e filho.

Em trecho da decisão, a Justiça afirma que a prisão preventiva foi mantida para garantir a ordem pública e que não foram apresentados elementos capazes de justificar a revogação da medida.

“A custódia cautelar seria excessiva, tendo em vista que não há prova de autoria, sendo possível sua substituição por medidas cautelares diversas da prisão”, argumentou a defesa no pedido apresentado.

Com a negativa da Justiça, o advogado informou que irá protocolar ainda nesta quarta-feira um pedido de habeas corpus em favor dos clientes.

Versão da defesa

A defesa sustenta que pai e filho são inocentes e afirma que os disparos que resultaram nas mortes foram efetuados por Alex Santos, que também seria o proprietário da arma utilizada no crime.

Segundo o advogado, Antônio Lucas relatou que a discussão inicial teria ocorrido entre ele e Hugo Centurião Enciso. Ainda conforme a versão apresentada, o advogado Cássio de Souza teria interferido na briga em defesa de Hugo.

“Ele alega que quem efetuou os disparos foi Alex. Diz que realmente a briga era entre ele e Hugo, e o Cássio acabou tomando as dores dele. Nem Alex nem Antônio Marques teriam envolvimento direto na discussão inicial”, afirmou o advogado.

A defesa de Alex Santos também solicitou liberdade provisória com aplicação de medidas cautelares, mas o pedido igualmente foi negado.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.



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