Contar já calça ‘as sandálias da humildade’ e bolsonaristas raiz comemoram queda

INVESTIGA MS WENDELL REIS


O bilhete-bomba lançado por Michele Bolsonaro implodiu ainda mais o PL em Mato Grosso do Sul e deixou o partido mais perdido do que já estava antes e depois da chegada de Reinaldo Azambuja.

Michele divulgou um bilhete de Bolsonaro, anunciando que Marcos Pollon será o escolhido e colocou mais lenha na fogueira. A decisão fez Reinaldo e Contar irem do céu ao inferno em poucos dias.

Contar e Reinaldo começaram a semana comemorando o vazamento das anotações de Flávio Bolsonaro, que indicavam eles como escolhidos para o Senado no Estado, mas encerraram com essa bomba lançada por Michele, indicando que alguém vai sobrar.

Comemoração de bolsonaristas

O tombo da parceria, que já parecia certa, causou insatisfação em quem estava garantido, mas criou expectativa para quem estava fora e agora volta ao jogo.

O entusiasmo parte principalmente dos autointitulados “bolsonaristas raiz”. Pollon, como não poderia deixar de ser, comemorou a decisão, alegando que sempre confiou em Bolsonaro. Ele chegou a conversar com outros partidos sobre filiação, mas isso, obviamente, foi deixado de lado diante da boa notícia.

Mas não foi só Pollon que comemorou. A turma próxima a João Henrique Catan (PL) também ficou feliz com o anuncio. O

O grupo de João Henrique tem esperança que o PL nacional rompa com Reinaldo e Riedel e apoie candidatura própria. Como sabe que isso pode, mas será difícil de acontecer, a possível queda de Contar já é um grande avanço.

Essa ala bolsonarista pode ter Contar no grupo, repetindo a dobradinha de 2022, que chegou ao segundo turno em Mato Grosso do Sul, puxado pela traição de Bolsonaro, ao anunciar Contar como o escolhido em MS.

Sandálias da humanidade

Contar estava bem tranquilo na posição de um dos escolhidos, mas viu o mundo começar a ruir no fim de semana, quando no sábado Michele anunciou o bilhete de Bolsonaro.

Ontem, um dia após a carta-bomba, Contar já participou do movimento “Reaja Brasil” em Campo Grande, se aproximando dos chamados “bolsonaristas raiz”.

O Capitão, como gosta de ser chamado, sabe que se ficar fora do PL, não terá tempo e dinheiro na propaganda e precisará, mais do que nunca, da militância para ser eleito.

Quem também pode ser beneficiado com a decisão de Bolsonaro é o vereador Rafael Tavares. Se Pollon for realmente oficializado, ele deve disputar a vaga de deputado federal, para preencher esse espaço deixado.

Pollon não será candidato, mas deixará a esposa, Naiane Bitencourt no lugar. Todavia, o grupo próximo a Tavares acredita que o grupo mais raiz ficará órfão de um candidato “mais agressivo” na chapa.



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