CAPITAL
“Não tem o que fazer”, dispara Adriane Lopes sobre os problemas causados pelas chuvas
O JACARé PRISCILLA PERES
“Atola, está encharcado, choveu 30 milímetros. O que temos que fazer é esperar passar esse período e recuperar os danos. Não tem o que fazer”. A fala é da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), na terça-feira (25), em meio a relatos diários de alagamentos, famílias perdendo pertences e muitos buracos pelas ruas.
De fato, Campo Grande enfrenta período com chuvas acima da média neste início de 2026, mas a fala da prefeita soa de maneira irônica, principalmente porque seu mandato é marcado pelos buracos nas ruas. Seja na estiagem ou no período chuvoso, a administração de Adriane não consegue fazer o básico.
Reeleita em outubro de 2024, após forte campanha política com apoio da então primeira-dama Michele Bolsonaro (PL) e a senadora Tereza Cristina (Progressistas), Adriane Lopes gastou R$ 6,022 bilhões em 12 meses de 2024, comprometendo 99,94% da receita total, acionou o plano de emergência fiscal e ampliou as dificuldades no dia a dia do campo-grandense.
Os buracos são problema carimbado da gestão Adriane e geram graves consequências para a população, que muitas vezes vê seu único bem ruir no asfalto precário de Campo Grande. Sem contar as famílias que fazem transporte por aplicativo para sobreviver e lidam de perto com a buraqueira. Os buracos também já causaram morte em Campo Grande.
Se tapar os buracos é uma dificuldade para a gestão atual, terminar obras em andamento é ainda pior. A prefeita não concluiu as obras lançadas antes da campanha pela reeleição, que já deveriam estar concluídas há mais de ano. Esse é o caso das três etapas da pavimentação do Conjunto Residencial Ramez Tebet, na saída para São Paulo. O Governo Lula (PT) repassou o dinheiro ainda em 2024, mas, até o momento, Adriane não conseguiu concluir a obra.
Ao contrário disso, voltou a anunciar o megapacote de R$ 540 milhões que serão investidos na pavimentação de 40 bairros. Os recursos serão repassados pelo Governo federal.
Mas os problemas da gestão não estão só na infraestrutura de Campo Grande. Faltam remédios nos postos de saúde e até fraldas e leites para mães de crianças atípicas. Enquanto a prefeitura, alegando desequilíbrio financeiro, aumentou o IPTU abusivamente, com reajustes de até 396%.
Para o morador da Capital, que sofre com o abandono, a principal dúvida é quando a prefeita vai fazer o certo, como pregava na campanha. Na estiagem, faltou dinheiro. No período das chuvas, a situação se agrava e a desculpa é o excesso de água.
Até coisas que não dependem do tempo, como as licitações para o hospital municipal e do parquímetro, não andam e seguem emperradas. O novo complexo hospitalar vai ter investimento da iniciativa privada e o certame parou logo após a reeleição de Adriane, que prometeu acabar com a falta crônica de leitos.
Afinal, qual é o problema da gestão Adriane? Por que nada anda?
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