'Ela falou que eu não fazia nada que prestava', diz autor de feminicídio (vídeo)

Em tom baixo, ele contou com frieza os momentos que antecederam o crime em Três Lagoas

TOP MIDIA NEWS SARAI BRAUNA


Divulgação/PCMS

Durante interrogatório na delegacia de Três Lagoas, Wellington Patrezi Batista Pereira, de 20 anos, descreveu de forma detalhada a discussão que terminou na morte de Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos. Em tom baixo, ele contou com frieza os momentos que antecederam o crime.

Segundo o depoimento, o casal estava montando um armário que havia sido comprado para o novo apartamento, no Condomínio Rui do Cavaquinho, onde estavam morando havia apenas três dias. De acordo com Wellington, as discussões teriam começado desde a chegada ao imóvel, por 'coisas banais'.

Desempregado, ele relatou que permanecia em casa realizando tarefas domésticas enquanto Beatriz trabalhava. No entanto, Wellington afirmou que se sentia constantemente criticado pela companheira. “Ela sempre botava defeito em algo que eu fazia.”

Ainda conforme sua versão, na madrugada do crime, a discussão se intensificou. Beatriz teria dito que não suportava mais a situação e que ele não fazia “nada que prestasse”.

“Ela falou que não aguentava mais, que eu não fazia nada que prestava”, disse. Ao ser perguntado, confirmou que Beatriz estava tentando terminar o relacionamento deles.

Wellington relatou que decidiu sair de casa e pegou as chaves. Segundo ele, Beatriz teria tentado impedir, dizendo que ele só iria embora no dia seguinte. Ao deixar o local, afirmou que foi mordido por ela durante o desentendimento.

Wellington declarou que, nesse momento, Beatriz teria dado um soco em sua cabeça, que não deixou marcas, e dito que ele “não teria coragem de fazer nada”. O homem afirma que perdeu a cabeça e 'acabou' esganando-a.

O policial pede a confirmação se ele havia feito mesmo isso, e Welligton confirmou que a enforcou com as próprias mãos.

Questionado pelo delegado se havia apertado o pescoço da vítima até ela perder a consciência, respondeu que sim. Disse que só depois percebeu a gravidade da situação.

Após o crime, afirmou ter ficado desesperado, ligado para o irmão e cogitado tirar a própria vida. Em seguida, decidiu se entregar no 2º Batalhão da Polícia Militar.

Durante todo o interrogatório, Wellington manteve postura séria, fala pausada e não demonstrou emoção ao relembrar os fatos.

Ele foi autuado em flagrante por feminicídio, e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.

* Aviso: Conteúdo sensível, explícito



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