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MS inicia aplicação de imunizante contra bronquiolite em bebês prematuros atendidos pelo SUS
Famílias falam sobre como é um alívio já que é um imunizante de alto custo
TOP MIDIA NEWS SARAI BRAUNA
Mato Grosso do Sul deu início, na segunda-feira (2), à aplicação do imunizante contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite, em bebês prematuros atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As primeiras doses foram administradas na Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande, marcando o começo da estratégia estadual de proteção aos recém-nascidos mais vulneráveis.
A ação é coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) e integra a ampliação da Rede de Imunobiológicos Especiais do SUS, com foco na redução de casos graves da doença respiratória que, nos últimos anos, provocou sobrecarga nos leitos hospitalares, especialmente durante os períodos sazonais de maior circulação do vírus.
Quem pode receber o imunizante
Conhecido como nirsevimabe, o anticorpo monoclonal é indicado para bebês nascidos com até 36 semanas e 6 dias de gestação. Também podem receber o imunizante crianças com comorbidades , como cardiopatias congênitas, síndrome de Down e fibrose cística, incluindo aquelas com até 24 meses de idade, conforme critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
O objetivo é proteger contra infecções respiratórias graves, como bronquiolite e pneumonia, responsáveis por altas taxas de internação infantil.
Para bebês prematuros, a proteção ocorre por meio de dose única. Já as crianças com comorbidades recebem duas doses, aplicadas em períodos sazonais distintos, de acordo com o risco de exposição ao vírus.
A estratégia busca reduzir significativamente as internações hospitalares nos meses críticos, aliviando a pressão sobre o sistema de saúde e garantindo mais segurança às famílias.
Aplicação nas maternidades
Na Maternidade Cândido Mariano, a aplicação do imunizante ocorre semanalmente, às quintas-feiras, nas unidades intermediárias e nas UTIs neonatais. A coordenação da unidade destaca que o nirsevimabe representa uma conquista importante, já que anteriormente estava disponível apenas na rede privada.
Nos últimos anos, o Estado enfrentou aumento expressivo de internações por bronquiolite, inclusive com crises de falta de leitos. A expectativa é que a nova estratégia contribua para uma redução significativa desses números. Após a aplicação, os bebês permanecem em observação, já que podem ocorrer reações leves, comuns a qualquer imunização.
Entre os beneficiados está a bebê Melina, nascida com 32 semanas, que permaneceu internada por 43 dias na UTI Neonatal. Para a mãe, Paula Rodrigues, a proteção representa alívio e segurança. “Saber que minha filha está protegida traz tranquilidade para toda a família”, afirma.
Ela também destaca o impacto social da medida. “É um imunizante de alto custo. Nem todas as famílias conseguem pagar. Ter isso disponível pelo SUS faz toda a diferença.”
Na rede privada, o custo do imunizante pode variar entre R$ 1.500 e R$ 3.500. A expectativa da SES é ampliar gradativamente o número de doses, conforme a demanda e o registro de nascimentos prematuros em todo o Estado.
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