Vice-governador e deputado devem deixar PSD e aumentam risco de Nelsinho ficar isolado

O JACARé EDIVALDO BITENCOURT


Jaime Verruck e Barbosinha deixam partido comandado por Nelsinho e senador deve ir sozinho para a reeleição (Foto: Arquivo)

O vice-governador José Carlos Barbosa e o deputado estadual Pedro Pedrossian Neto devem deixar o PSD e ampliam o risco do senador Nelsinho Trad (PSD) ficar ainda mais isolado na disputa pela reeleição. Ex-vereador, ex-deputado estadual, ex-prefeito da Capital por dois mandatos e no primeiro mandato de senador, ele já não deverá contar com o apoio dos irmãos.

A saída de Barbosinha, como o vice-governador é conhecido, é dada como certa. O governador Eduardo Riedel (PP) até já comunicou o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, durante reunião nesta semana em São Paulo.

Barbosinha vai se filiar ao Republicanos, partido comandado pelo deputado federal Marcos Pereira, e do mesmo partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Ele deverá repetir a dobradinha com Riedel e disputar um novo mandato como vice-governador.

 
Atual presidente municipal do PSD na Capital, Pedrossian Neto também deve se filiar ao Republicanos. No entanto, ao ser questionado, o deputado desconversou e afirmou que ainda não definiu o futuro partidário.

O Republicanos já conta com a vereadora de Dourados, Isa Marcondes, que pode ser candidata a deputada estadual ou federal. Também tem os vereadores de Campo Grande, Herculano Borges e Neto Santos, de Campo Grande, e o deputado estadual Antônio Vaz.

O partido de Nelsinho também deverá perder o atual secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck. Ele deverá trocar o PSD pelo PP para ser candidato a deputado federal.

No xadrez político, Nelsinho promete apoiar a reeleição de Riedel. Ele não deverá ter apoio do ex-deputado federal Fábio Trad (PT), que vai disputar o Governo, nem de Marquinhos Trad (PDT).

O risco de Nelsinho é repetir o ex-prefeito da Capital, Juvêncio César da Fonseca (MDB), que teve apenas um mandato como senador da República. Ele flertou com o bolsonarismo, mas o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) optou por apoiar o ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar, ambos do PL.

O senador também não vai contar com o apoio de duas máquinas que foram fundamentais na eleição em 20218. A prefeitura da Capital era comandada por Marquinhos, que reforçou a campanha do irmão. Reinaldo era governador e também entrou de corpo e alma na campanha de Nelsinho. Neste ano, ele não deverá contar com o mesmo empenho de Riedel, porque ele deverá priorizar os candidatos da chapa.

A disputa pelo Senado ainda contará com a senadora Soraya Thronicke (Podemos), que buscará a reeleição, Reinaldo, Capitão Contar, Beto do Movimento (PSOL), o coach Oswaldo Meza (DC) e o deputado federal Vander Loubet (PT).

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, deverá trocar o MDB pelo PSB e ser candidata em São Paulo.



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