CAPITAL
Juiz comunica à Câmara a prisão de vereador da Capital
O JACARé
O juiz Fernando Moreira Freitas da Silva, da Vara Criminal de Sidrolândia, enviou ofício, no final da tarde desta quinta-feira (4), comunicando o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), a prisão do vereador Claudinho Serra (PSDB) e de um assessor parlamentar, Carmo Name Júnior.
No ofício, o magistrado também notifica que o assistente parlamentar I, Herberton Mendonça da Silva, também é investigado na 3ª Operação Tromper, deflagrada na quarta-feira (3). Conforme o Portal da Transparência da Câmara, ele teve salário de R$ 12.561,62 no mês de março deste ano.
Já o nome de Name Júnior não consta da relação de funcionários da Câmara Municipal, conforme o Portal da Transparência. Já o vereador tem salário mensal de R$ 18.991,69 – o equivalente a 13 salários mínimos. Ou seja, o parlamentar da Capital ganha em um mês o que um trabalhador comum levaria em apenas um ano.
Claudinho Serra é acusado de liderar uma organização criminosa que desviava recursos públicos da prefeitura, comandada pela sogra, a prefeita Vanda Camilo (PP). Ele é investigado pelos crimes de corrupção, peculato, organização criminosa e fraude em licitações.
O suplente do vereador é Lívio Leite Viana, o Dr. Lívio (PSDB), que obteve 2.772 votos e ficou em 39º lugar. Claudinho virou vereador após Ademir Santana (PSDB) renunciar ao mandato em fevereiro deste ano. Ele tinha assumido após o empresário João César Mattogrosso (PSDB) renunciar ao mandato para assumir a vaga de suplente de deputado estadual.
Até o ontem, o chefe do setor de contratos, Marcus Vinícius de Andrade Costa, e Ana Cláudia Alves Flores ingressaram com pedido de revogação da prisão preventiva. A defesa de Costa aponta que ele só é citado em um caso envolvendo fraude na licitação para a manutenção e limpeza do cemitério municipal.
Já Ana Cláudia alega que tem filho menor de 12 anos e teria direito, pelo menos, a prisão domiciliar conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal. O Ministério Público Estadual se manifestou pela manutenção da prisão preventiva da servidora pública municipal.
COMENTÁRIOS
LEIA MAIS
Ministério Público abriu cerca de 22 inquéritos de estupro de vulnerável por dia




PRIMEIRA PÁGINA




