Dourados
Dois advogados e empresário de Dourados são presos em operações da PF
Rubens Dariu Saldivar Cabral, Cristiane Maran Milgarefe da Costa e Aparecido Mendes Nunes estão entre os presos
Os advogado Rubens Dariu Saldivar Cabral, 43, Cristiane Maran Milgarefe da Costa e o empresário Aparecido Mendes Nunes estão entre os presos nas duas operações contra o tráfico de cocaína deflagradas pela Polícia Federal nesta sexta-feira (8) em Dourados.
Aparecido é irmão de Ronaldo Mendes Nunes, dono do Audaz Restaurante, e também alvo das investigações. Entretanto, ainda não se sabe se Ronaldo foi preso. O restaurante e a casa de Ronaldo, no Ecoville 2, foram alvos de buscas.
Por volta de 11h de hoje, a Polícia Federal desencadeou duas operações simultâneas contra a organização criminosa supostamente liderada pelos irmãos Mendes. Investigações da PF e da PRF (Polícia Rodoviária Federal) descobriram que o grupo traz grandes carregamentos de cocaína do Paraguai e manda para o Rio de Janeiro em cargas lícitas e dentro de pneus de caminhão.
A Operação Akã II, desdobramento da primeira fase, desencadeada em setembro deste ano, cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e o mandado de prisão preventiva contra Rubens Saldivar. Segundo a PF, ele é suspeito de tentar obstruir os trabalhos investigativos.
A Sanctus, a outra operação contra a mesma organização, cumpriu 21 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária, expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal em Campo Grande e cumpridos em Maricá (RJ), Araruama (RJ), Dourados, Ponta Porã, Guia Lopes da Laguna, Cambé (PR), Feliz Natal (MT) e Paranatinga (MT). Ainda não se sabe quem é o terceiro alvo do mandado de prisão.
Conforme a PF, a Sanctus é resultado de investigação iniciada em outubro deste ano para desarticular tráfico internacional e lavagem de dinheiro. A organização sediada em Dourados é liderada pelos irmãos Mendes, que possuem histórico de ligação em apreensões de droga e com lideranças de facções criminosas.
Para “branquear” o dinheiro das drogas, a organização usava rede de pessoas e empresas, para os quais remetia e recebia grandes quantias em espécie por meio de depósitos em terminais de autoatendimento.
“O esquema conta ainda com a ocultação patrimonial de empresas e imóveis, cuja propriedade formal está em nome de laranjas, testas de ferro e, no caso dos imóveis, em nome de seus antigos proprietários”, afirma a PF.
Integrantes da organização teriam inclusive planejado o assassinato de um policial rodoviário federal de Dourados, responsável pela apreensão de cargas de droga da quadrilha. Dois pistoleiros teriam sido contratados na fronteira, o contratante teria cancelado o plano ao descobrir que já estava sendo investigado.
O advogado Rubens Saldivar, preso hoje (Foto: Reprodução)
R$ 100 mil
No dia 29 de novembro, o advogado Rubens Saldivar havia sido flagrado pela PF com R$ 100 mil em dinheiro vivo, quando circulava pelo centro de Ponta Porã com uma caminhonete Amarok. A Polícia Federal instaurou inquérito contra ele, por lavagem de dinheiro.
Hoje cedo, pouco tempo antes de ser preso, o advogado afirmou ao site Campo Grande News que os valores se tratam exclusivamente de honorários. “Já foi comprovado através de contrato e nota fiscal, já foi feita a juntada no processo, estamos pedindo trancamento da ação penal. O delegado apreendeu valores devido querer saber o contratante. Acontece que sigilo profissional não me permite dizer nomes”, afirmou. Menos de duas horas depois, ele foi preso.
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