SEM OPÇÃO DE TRANSPORTE, MORADORES RECLAMAM FALTA DE ÔNIBUS OS DOMINGOS


A Agencia Municipal de Transporte e Transito (AGETRAN), órgão da Prefeitura responsável por administrar os serviços de transporte coletivo, operados pela Medianeira através de concessão, negou ingerência da empresa nas decisões oficiais ou que a empresa “deite e role”, termo figurado usado na matéria. “Somos um Departamento pensante. Todas as planilhas e outras postulações que a empresa nos apresenta são estudados de forma muito criteriosa. Quem dá a palavra final é a AGETRAN mediante critérios estritamente técnicos,” disse uma das servidoras do órgão.

Questionada sobre a decisão da empresa de, da noite para o dia, parar de oferecer ônibus aos domingos (outro problema enfrentado pelos usuários , que ficam sem opção de transporte no único dia em que podem visitar parentes, praticar lazer e etc) a servidora afirmou que foi uma medida necessária diante da falta de passageiros e que há estudos para que o transporte nesse dia da semana (domingo) deve ser restabelecido tendo como base o número de passageiros que usaram o serviço no dia da eleição, quando não foi cobrada a passagem. “Nossa intenção é que volte”, garantiu a servidora. Que admitiu também a necessidade de revisão do contrato com a empresa, corrigindo e adaptando linhas e horários ao crescimento da cidade.

Pelo sim, pelo não, é consenso que o serviço precisa melhorar muito para merecer a aprovação dos usuários. Essa melhora não depende, é bem verdade, única e exclusivamente da empresa. Aprovado e tornado lei há mais de 6 anos, o Plano de Mobilidade Urbana, que prevê a construção de dois terminais de transbordo e uma remodelação do sistema de transporte coletivo da cidade, não saiu do papel.

A dona de casa, Larissa Rodrigues, moradora no Parque das Nações, disse a reportagem que recentemente precisou do transporte coletivo para se deslocar até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) levar seu filho para uma consulta, pois o mesmo estava com muito febre e dor e não conseguiu o transporte. “Fui para o ponto de ônibus com meu filho e fiquei lá esperando a circular por horas, depois descobri que não tinha mais ônibus aos domingos, precisei pedir dinheiro emprestado dos vizinhos para pagar um carro de aplicativo”, disse Larissa.

Outra situação constrangedora, foi da doméstica Ivone de castro Dias, moradora no Jardim Flórida. “Prometi aos meus filhos que iria leva-los a Praça Antônio João no domingo e eles ficaram na expectativa do passeio o mês inteiro, quando chegou o domingo, nos arrumamos para passear e fomos para o ponto de circular, ficamos lá por muito tempo até uma pessoa dizer que o ônibus não passa mais aos domingos, pensa na tristeza das crianças. Trabalhamos o mês inteiro e quando chega no domingo não conseguimos sair do bairro nem de casa, pois não tem transporte coletivo aos domingos”, desabafa indignada a doméstica.

Para o pedreiro Laércio de Freitas, o prefeito Alan Guedes, poderia rever o contrato com a empresa de transportes e solucionar o problema. “Sempre foi um descaso com nós que dependemos desse meio de transporte, compreendo que não tem passageiros o suficiente aos domingos, mas a empresa deveria organizar horários especiais para não deixar ninguém na mão”, lamenta Laércio.

 

redação voz dourados



COMENTÁRIOS