Dourados
Com 17 votos, Câmara convoca secretária de Educação de Dourados
Ana Paula Benitez Fernandes terá de dar explicações ao Legislativo sobre a greve de 22 dias dos educadores
Com a assinatura de 17 dos 19 vereadores, a Câmara de Dourados aprovou nesta segunda-feira (4) a convocação da secretária municipal de Educação Ana Paula Benitez Fernandes para dar explicações sobre o impasse entre a prefeitura e os profissionais de educação da Rede Municipal de Ensino.
Professores e servidores administrativos estão em greve desde o dia 14 do mês passado. Pelo menos 33 mil alunos de escolas e centros de educação infantil entraram hoje na quarta semana sem aula.
“Quais são as propostas que estão sendo apresentadas e rejeitadas? Qual impacto financeiro previsto? Qual a possibilidade de comprometimento disponível para aumento da folha de pagamento? Quais outras alternativas vislumbradas pela administração para a finalização das tratativas de greve?”, são os questionamentos incluídos no requerimento aprovado durante a sessão desta segunda-feira.
Com a aprovação da convocação em plenário – conforme estipula o artigo 201 do Regimento Interno – Ana Paula Benitez Fernandes terá de comparecer à Câmara para prestar os esclarecimentos.
a convocação será oportunidade para os vereadores questionarem a secretária de Educação sobre os motivos de professores e administrativos da escola em que ela é diretora não terem aderido à greve. Existem suspeitas de pressão contra os servidores.
Ana Paula Benitez Fernandes é diretora da Escola Luiz Antônio Alvarez Gonçalves, no Jardim Novo Horizonte. Ela ocupa o cargo desde a inauguração da escola, em 2010, quando o prefeito era Ari Artuzi (morto de câncer em 2013).
Os professores reivindicam reajuste de 33,24% do piso nacional, autorizado neste ano pelo Ministério da Educação. Já os administrativos cobram 10,6% de reposição da inflação do ano passado.
Na sexta-feira, o prefeito Alan Guedes (PP) reuniu 46 diretores de escolas municipais para esclarecer o processo de negociação com o Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação).
“Estamos sendo transparentes com os números e explicando que para chegar na proposta de 18,86% durante o ano, o município está no limite financeiro e principalmente fiscal para atender os pleitos dos professores de uma única vez”, disse o prefeito.
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